segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Alianças trincam em 5 Estados ...

Coligações que elegeram governadores não devem se repetir na Bahia, no Rio, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul

De Luciana Nunes Leal (O ESTADO DE S. PAULO)


Cinco dos dez maiores colégios eleitorais do País já expõem, a um ano das eleições, a fragilidade das alianças que elegeram os atuais governadores.

A união dos partidos governistas dificilmente se repetirá na Bahia, no Pará, no Paraná e no Rio.

No caso do Rio Grande do Sul, a crise não envolveu legendas, mas as próprias autoridades, após o vice-governador Paulo Feijó, do DEM, acusar a governadora Yeda Crusius (PSDB) de desvio de recursos da campanha. Yeda é investigada em CPI da Assembleia gaúcha.

Em Minas, a ruptura está na oposição ao governador Aécio Neves (PSDB). PT e PMDB, coligados em 2006, trabalham por candidaturas próprias ao governo.

"Nas eleições passadas, ainda havia a regra da verticalização. Em 2010, as alianças são livres. O PMDB, por exemplo, tem tradição de formar alianças locais separadas da nacional", lembra o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

As normas anteriores impediam que partidos coligados na eleição nacional se unissem a legendas adversárias nas alianças estaduais.

O PMDB não formalizou coligação nacional em 2006 e para poder firmar alianças com partidos governistas e oposicionistas nos Estados. Com o fim da verticalização, todas composições partidárias serão possíveis em 2010.

Por enquanto, apenas na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do País, a ruptura da antiga aliança implicou a saída do governo.

Liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o PMDB deixou o governo do petista Jaques Wagner, entregou duas secretarias e o comando da Junta Comercial do Estado (que era ocupada pelo pai do ministro, Afrísio Vieira Lima) e anunciou intenção de disputar o governo com o ex-aliado.

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pedido entendimento entre Geddel e Wagner, para garantir palanque único e forte para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência, a reaproximação é praticamente impossível.


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