sexta-feira, 17 de setembro de 2010

No Blog de Fábio Mattos ...

Como prometemos, estamos acompanhando as postagens sobre "Propostas de Mudança" do candidato à Presidência do MTG, Fábio Braga Mattos.

Segue sua Principal Proposta:


A mais importante proposta que temos para uma “mudança” no sistema administrativo do MTG é uma urgente reaproximação com as entidades filiadas.

O tradicionalismo organizado surgiu em 1948, com a fundação do 35 CTG. Em 1966, necessitando de um organismo que congregasse as entidades que até então tinham surgido, foi criado o Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG. Vê-se desde logo que a função do MTG é ser uma liderança das entidades; de ser uma instituição que atue em prol das entidades filiadas e que congregue e organize de forma concatenada todas as entidades que vierem a se filiar dentro do Estado do Rio Grande do Sul.

O MTG ao longo de seus 44 anos (que serão completados em outubro) cresceu e se afirmou como instituição no seio da sociedade gaúcha e brasileira. Esse crescimento enquanto instituição foi ainda mais vertiginoso nesta última década. Mas enquanto vimos o MTG crescer enquanto instituição, não vimos as entidades acompanharem esse crescimento e é necessário dizer que a situação é ainda pior do que essa: a grande maioria das entidades filiadas estão renegando a liderança do MTG enquanto instituição.

Isso fica bem visível em duas situações. A primeira porque é claro para qualquer tradicionalista que tenha contato mais estreito com nossos filiados (desde as entidades com mais potência econômica até as que tem uma saúde financeira minguada), que a ampla maioria deseja que o MTG (enquanto instituição) esteja o quanto mais longe melhor, pois receiam que lhes sejam apresentadas mais imposições, mais regras e mais exigências. A segunda é o evidente desinteresse da ampla maioria das entidades em participar dos eventos do MTG. Esse problema inicia nos Encontros Regionais (que é o caso mais tênue) e passa por eventos como Congresso Tradicionalista, Convenção Tradicionalista, ENART e FECARS. Nos últimos anos temos pouco mais de 25% das entidades filiadas que participam de algum ou de alguns desses eventos estaduais.

Entendemos que é necessário, urgentemente, tomar atitudes que mudem esse quadro. Precisamos que o MTG se aproxime das entidades filiadas de modo a desempenhar sua função principal, que é a de federar as entidades, de liderar (não impor liderança) e congregar todos os filiados. Essa é a principal finalidade do MTG, assim expressada no art. 2º de seu Estatuto. É necessário que a instituição passe a realizar plenamente essa finalidade.

Já ouvimos que não foi o MTG que se afastou das entidades, e sim as entidades que se afastaram do MTG. Esse é um entendimento simplista e arrogante, com o qual não concordamos. É muito simples atirar a responsabilidade somente para os outros, sem que se tenha humildade para rever as atitudes e buscar soluções para os problemas criados e presentes.

Um dos motivos desse afastamento é, sem dúvida nenhuma, a quantidade de decisões que são tomadas “de cima para baixo”, ou seja, as instâncias diretivas e normativas do MTG decidem e tem as entidades que acatar, respeitar e realizar sem que tenham tido a possibilidade de discutir, de opinar.

Obviamente que os árduos defensores dessa atual política dirão que as decisões são tomadas nas instâncias corretas e com as devidas convocações. Disso não discordamos. Mas entendemos que um debate mais amplo, mais exaustivo e que tenha a participação de toda a comunidade tradicionalista (conselheiros, coordenadores, patrões, diretores de departamentos, titulados, etc), auxiliando na solução dos problemas que periodicamente se apresentam, acarretará numa aceitação mais ampla dos regramentos – quando necessários – e numa tomada de decisões mais corretas, perenes e com mais possibilidade de acerto.

Fora isso o MTG precisa estar mais presente junto às entidades, com participação da Direção nos Encontros Regionais para ouvis as demandas das entidades, seus problemas, atuando na busca por soluções, possibilitar que seu corpo de funcionários auxilie as entidades na realização de seus deveres, que coloque as mais diversas formas de transmissão do conhecimento acerca do tradicionalismo de modo mais facilitado para as entidades. Essas são propostas que estão em nosso plano de gestão e que trataremos uma a uma, esmiuçando sua forma de realização e os benefícios que trarão para nossos filiados.

O MTG precisa parar de conjugar o verbo “impor” e conjugar mais o verbo “conquistar”. É necessário que a instituição busque conquistar as entidades, demonstrando a importância do MTG, e que as entidades identifiquem a importância de todo esse processo. É preciso mais, que as entidades caminhem lado a lado com a própria instituição MTG, mas por entenderem que isso é importante, que isso é fundamental, jamais por obrigação ou imposição. É preciso trabalhar para que um dirigente de entidade compareça a um Congresso ou um Encontro Regional porque entende claramente a importância de sua presença, jamais porque é obrigado para poder obter pontos que permitam que sua entidade participe disso ou daquilo. Esse é o caminho que queremos seguir e que queremos que o MTG siga.

Está mais do que na hora de nossas entidades tomarem posição, se prepararem para decidir seu destino no próximo Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Nova Petrópolis, decidindo por “mudança”, decidindo por um sistema administrativo que esteja voltado para atender as suas necessidades, exatamente no cumprimento da finalidade primordial de nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho, que é congregar os CTGs espalhados por todo o Rio Grande.

Em breve estaremos divulgando outros pontos de nossos planos administrativos. Acompanhe. Divulgue. Informe o patrão de sua entidade. Informe outras entidades tradicionalistas filiadas. É hora de “mudança”, mas depende da comunidade tradicionalista!!!

Fábio Braga Mattos – Conselheiro do MTG


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