A agressividade marcou o primeiro debate no segundo turno das eleições presidenciais entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), na Band TV. A 20 dias da votação, o programa foi pautado pelo acirramento dos discursos e deu o tom de como será a disputa.
Os dois candidatos elevaram o tom dos ataques desde o primeiro bloco e o clima foi tenso durante todo o encontro. Entre os temas mais debatidos, estavam a privatização de estatais e a segurança.
A estratégia petista foi comparar a gestão do presidente Lula (PT) com a de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Outra tática adotada por Dilma foi a de enquadrar o adversário como favorável à privatização da Petrobras e de outras empresas.
“O próprio Fernando Henrique disse que você foi um dos que mais lutou pela privatização da Vale do Rio Doce”, atacou a petista, acusando Serra de ter “mil caras”.
Visivelmente irritado com as referências ao assunto, Serra disse que Dilma só toca no tema em época de eleição. O tucano reforçou que não vai privatizar a estatal petrolífera. “O PT predica mas não pratica. Seu governo vendeu ações do Banco do Brasil e aumentou a participação do capital privado.”
Outra questão que norteou os primeiros blocos foi o aborto. O candidato do PSDB disse que a petista foi inicialmente favorável ao procedimento, mas que depois mudou de posição. “No debate do UOL você disse ser a favor, depois afirmou ser contra. A população cobra coerência”, alfinetou.
Na resposta, Dilma mencionou as críticas que recebeu de Mônica Serra, mulher do presidenciável. “Ela disse que sou a favor da morte de criancinhas. Essa acusação mostra a característica da sua campanha contra mim, que adota algo que o Brasil não tem, o ódio.”
Ambos estavam nervosos. Na maioria das falas, Dilma repetia a palavra “tergiversar”, na tentativa de acusar o rival de estar fugindo das perguntas. Já Serra reiterava que possui cabeça própria e não foi pinçado por ninguém na política.
Ao ser questionado sobre a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida, o tucano se disse surpreso com a agressividade da oponente. “É todo um treinamento. Ela está se mostrando como realmente é”, recriminou, acrescentando que a petista anuncia ter construído 1 milhão de moradias, quando, na sua avaliação, teria feito apenas 150 mil.
Nas considerações finais, Dilma incitou o eleitor a comparar os dois projetos de governo. “Um remete ao desemprego e à submissão do País ao Fundo Monetário Internacional. Nosso programa é o do crescimento a taxas elevadas e o da criação de empregos.”
Serra lembrou sua biografia no último bloco, destacando que já foi deputado, prefeito e governador. “Quem já vota em mim, que consiga mais um voto. Em troca, posso oferecer a minha biografia”, conclamou.
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Os dois candidatos elevaram o tom dos ataques desde o primeiro bloco e o clima foi tenso durante todo o encontro. Entre os temas mais debatidos, estavam a privatização de estatais e a segurança.
A estratégia petista foi comparar a gestão do presidente Lula (PT) com a de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Outra tática adotada por Dilma foi a de enquadrar o adversário como favorável à privatização da Petrobras e de outras empresas.
“O próprio Fernando Henrique disse que você foi um dos que mais lutou pela privatização da Vale do Rio Doce”, atacou a petista, acusando Serra de ter “mil caras”.
Visivelmente irritado com as referências ao assunto, Serra disse que Dilma só toca no tema em época de eleição. O tucano reforçou que não vai privatizar a estatal petrolífera. “O PT predica mas não pratica. Seu governo vendeu ações do Banco do Brasil e aumentou a participação do capital privado.”
Outra questão que norteou os primeiros blocos foi o aborto. O candidato do PSDB disse que a petista foi inicialmente favorável ao procedimento, mas que depois mudou de posição. “No debate do UOL você disse ser a favor, depois afirmou ser contra. A população cobra coerência”, alfinetou.
Na resposta, Dilma mencionou as críticas que recebeu de Mônica Serra, mulher do presidenciável. “Ela disse que sou a favor da morte de criancinhas. Essa acusação mostra a característica da sua campanha contra mim, que adota algo que o Brasil não tem, o ódio.”
Ambos estavam nervosos. Na maioria das falas, Dilma repetia a palavra “tergiversar”, na tentativa de acusar o rival de estar fugindo das perguntas. Já Serra reiterava que possui cabeça própria e não foi pinçado por ninguém na política.
Ao ser questionado sobre a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida, o tucano se disse surpreso com a agressividade da oponente. “É todo um treinamento. Ela está se mostrando como realmente é”, recriminou, acrescentando que a petista anuncia ter construído 1 milhão de moradias, quando, na sua avaliação, teria feito apenas 150 mil.
Nas considerações finais, Dilma incitou o eleitor a comparar os dois projetos de governo. “Um remete ao desemprego e à submissão do País ao Fundo Monetário Internacional. Nosso programa é o do crescimento a taxas elevadas e o da criação de empregos.”
Serra lembrou sua biografia no último bloco, destacando que já foi deputado, prefeito e governador. “Quem já vota em mim, que consiga mais um voto. Em troca, posso oferecer a minha biografia”, conclamou.
Jornal do Comércio
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