
O deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) disse ontem que sua candidatura à Presidência tornou-se mais que necessária com a decisão do governador Aécio Neves (PSDB-MG) de retirar seu nome da disputa presidencial. Há um mês, Ciro sinalizou que poderia desistir de se candidatar caso Aécio fosse o escolhido do PSDB.
Ciro lamentou o fato de o PSDB ter optado pelo que classificou de "passado", em referência à consolidação da candidatura do governador de São Paulo, José Serra. Avaliou que Aécio percebera que a cúpula tucana já havia decidido por Serra e disse que a desistência do mineiro é muito ruim para o país.
— A decisão de Aécio demonstra que fica mais grave ainda a necessidade da minha candidatura. Provavelmente, ele está percebendo que há uma manobra da cúpula do PSDB. Infelizmente, essa cúpula está se inclinando para o passado e não para o novo. Isso é muito ruim para o Brasil.
E em mais uma estocada indireta a Serra — sugerindo que ele poderá desistir —, Ciro manifestou esperança de que Aécio venha a ser o candidato do PSDB:
— Espero que essa atitude se transforme em gesto de luta e não na sua desistência, de fato.
Sobre sua relação com o PT e com Lula, a partir de sua disposição de se candidatar, Ciro dosou o discurso: disse que é aliado fraterno do governo, mas que não será uma sublegenda do PT.
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